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Imprudentemente indo onde ninguém jamais esteve
 

Querem acabar com o Queijo Minas


Já falei aqui sobre leite adulterado, remédio adulterado e já vi muitas noticias sobre outros produtos problemáticos, inclusive estava pensando em escrever sobre alguns produtos que consumo muito e que tenho notado a decadência ao longo dos tempos, tudo a título de modernizar o produto.

Mas hoje encontrei bem sem querer um texto dando conta da intenção das autoridades sanitárias de acabar com o meu querido queijo minas, pois, na visão deles, o leite crú, usado na fabricação do queijo, não é próprio para consumo humano.

Querem acabar com o queijo minas

Além dos questionamentos do autor no texto acima linkado, fiquei aqui pensando nos produtos que já consumi no passado e que hoje não chegam aos pés, neste quesito, o “mineirinho” tem se mantido firme e forte, sou fã incondicional de queijos em geral, com forte preferência por este e a mozarela, mas foi queijo, é comigo, tirando o tal de queijo coalho, este não consigo nem sentir o cheiro. Existem outros que não me agradam também, mas até como eventualmente, o queijo, em suas diversas formas, é um alimento gostoso, fácil de comer e que agrada pessoas de todas a idades.

Bem, sei que tem gente que simplesmente odeia queijo, tenho um colega que tem tanto ódio, mas tanto horror a queijo, que se você falar para ele que ele comeu sem saber vai passar mal, a ponto mesmo de parar em um hospital. Tem também os casos de queijos feitos de qualquer maneira, sem nenhuma higiene, com produtos sem procedência, mas nada disso me faz crer, que só porque a matéria prima dele é o queijo crú, e o mesmo pode causar alguns problemas em determinadas situações, deva ser proibido ou alterar sua forma de fabricação.

Como diz o autor, gerações inteiras se alimentaram deste produto, até hoje não ouvi ninguém dizer que morreu devido a consumo prolongado de queijo minas, pelo contrario. Quando criança tive hepatite, daquelas mais simples, o médico indicou o consumo de goiabada, mas eu nunca fui muito fã de doces, então, para me “obrigar” a comer indicou o uso de uma fina fatia de queijo minas fresco, devido a pouca quantidade de gordura (cabe lembrar que não havia a época toda a gama de produtos com baixos índices de gordura como hoje em dia), também ele está sempre no topo das listas de dietas para emagrecer, no combate a osteoporose e outras deficiências de cálcio, minha mãe mesmo, está comendo queijo minas devida a indicação médica no momento.

O difícil é imaginar algo parecido em outros países, lá, produtos como esses são valorizados ao extremo, acaba até mesmo criando um fenômeno estranho, este tipo de produto acaba virando artigo de luxo e para exportação, os locais acabam nem tendo mais acesso a eles devido aos preços, alguma duvida? Vide os diversos vinhos, queijos e embutidos produzidos por toda a Europa.

Sinceramente espero que revejam esta postura, não quero que um dos meus alimentos preferidos deixe de existir, ou pior, que venha em nova formula, agora com o novo sabor papelão e textura de isopor. Vamos esperar para ver.

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Por Luiz Filho • 8 Abril, 2008 • Categoria: Regional
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