Preços abusivos por culpa da Telefônica
Todos sabemos que a falta de concorrência, falta de infra-estrutura e a falta de incentivos do governo para mudar este quadro sempre afeta a população como um todo. Sabemos também que em nossa região contamos até com algumas facilidades, temos bons serviços de agua e esgoto, iluminação publica, contudo os serviços telefônicos não são dos melhores, mas não só em nossa região, mas sim no estado como um todo devido a falta de concorrentes a Telefônica.
Desde 2002 tento sem sucesso obter os serviços de banda larga desta empresa, inclusive já chegaram por duas vezes a mandar um técnico para fazer a instalação, contudo sempre sucesso e a desculpa sempre é a mesma, problemas com infra-estrutura.
Você pode dizer que é um serviço elitista, que só ricos que querem ou podem ter, mas não é, muito pelo contrario, é um serviço essencial nos dias de hoje, afinal sem informação nossos filhos estão destinados ao sub-emprego, a obscuridade e a falta de cultura em geral. Muitos acham que internet é só Orkut, MSN, Second Life e outras coisas menores, mas não, ela é muito mais, é fonte de informação, instrução e até mesmo de educação.
Uma internet de qualidade pode alavancar nossos jovens a um mundo que nunca sonhamos, temos serviços de qualidade superior, de forma gratuita e de acesso simplificado, mas para isso precisamos da tal banda larga, pois só no terceiro mundo ainda temos um atraso tecnológico tão grande.
Pois bem, hoje, na tentativa de trazer alguma velocidade na conexão aqui para minha casa fui pesquisar os preços de internet via radio. Quanto absurdo, quanta exploração. Preços que considero extorsivos (R$350,00 pela instalação + R$40,00 mensais) por velocidades que beiram ao ridículo (64kbps), afinal velocidade próxima a da conexão discada não podem ser consideradas banda larga, no máximo uma banda lerda e desafinada.
Você pode dizer que neste caso não pagarei os minutos da conexão por telefone, mas eu já não pago, tenho conexão ilimitada por R$19,90 e alcanço, geralmente, a velocidade limite de 56kbps. Resumindo, simplesmente inviável e absurdo.
A culpa disso?
Simples, do governo que não promove a concorrência, das empresas que pegaram os espelhos da Telefônica e não fizeram nada e da sociedade que só assiste, quieta, a toda esta barbaridade.
Até quando vamos ser um país de terceiro mundo? Até quando vamos aceitar as sobras dos americanos, europeus e asiaticos? Até na India o governo resolveu agir e está levando infra-estrutura de comunicações a todos os cantos, não é por acaso que um menino de 12 anos que mora em um vilarejo e é filho de criador de cabras conseguiu fazer um bom dinheiro, só que tem um detalhe, alem de banda larga o menino fala inglês fluente, outra coisa que ainda falta a nossa população, mas que poderia ser minimizada com cursos online de inglês, ahhh, mas tem um problema, precisa de banda larga.
Até quando? Até quando?
Se tiver a resposta deixe nos comentários.
[BL]Celulares, Telefones, Wireless, Equip. de Redes[/BL]
Por Luiz Filho • 28 Setembro, 2007 • Categoria: Expressão
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vou comentar sobre o finalzinho do seu post: ingles fluente?
vc tá ciente de que na índia inglês é um dos idiomas oficiais? sim, ingles lá é a lingua da elite, mas ingles (junto com hidu e um punhado de outros idiomas) é idioma local lá. nada mais natural que o garoto de 12 anos fale ingles fluente. o brasil, ao contrário, só tem como idioma oficial o portugues.
falando nisso, vc sabia que o brasil tem 175 linguas? pois é.. tem umas linguas indigenas aí, brasileiras, que aposto que vc nunca ouviu falar. ao invés de entender mais inglês, esse povo devia aprender um pouco de tupi. não pra arrumar emprego, mas pra entender um pouco do próprio brasil.
e eu falo isso como algm que é muito conectado. consigo ler tranquilamente em ingles e conversar em chats, pq ingles é a lingua franca da internet, é dificil conseguir informação aqui que não seja na ‘lingua mae’ da internet. apesar de muitas redes sociais (como o fotolog era e agora, orkut) falarem majoritariamente portugues, informacao sobre computação (minha area) em ingles é mais disponível e frequentemente mais agradavel de ler.
mas n é por isso que devemos nos entregar à lingua ‘da metropole’ como ‘unica opcao pras nossas crianças’. só podemos (infelizmente) escolher umas poucas linguas pra dominar, e quando escolhemos o ingles a lingua tanto nao tem valor social (já que em praticamente canto nenhum se fala ingles nas ruas, no dia-a-dia, aqui), quanto enfraquece a(s) nossa(s) propria(s) lingua(s). o tempo de estudo de uma criança com menos de 10 anos é disputadíssimo; qualquer sobrecarga em qualquer disciplina leva imediatamente a um rebaixamento talvez permanente em todas as outras. é de mais valor pra uma criança de 12 anos dominar o próprio idioma, do que um idioma estrangeiro.
e alias, vc sabe quando o ingles passou a ser obrigatorio nas escolas? depois do golpe militar de 64. os eua, que apoiaram o golpe, mandaram um pessoal especificamente pra ‘acertar’ o curriculo brasileiro em relacao ao americano. foi aí que o francês foi substituído pelo inglês. pode parecer inacreditavel, mas um século atrás a “língua da moda” aqui no brasil n era o ingles, era o francês, e a elite mandava seus filhos nao pra colegios que ensinassem ingles, e sim pra colegios franceses. =o
enfim, comentando seu post em si: eu apoio a implantação de acesso wireless “broadcast” em toda área metropolitana de grandes capitais, que nem se faz hoje com televisão :) ainda mais se usar alguma tecnologia mesh, que nem aquela do ‘olpc’, onde os proprios computadores que acessam a internet servem como infra-estrutura de roteamento para os computadores vizinhos, diminuindo mto os custos. e não é tão caro assim: qdo vc fabrica e lida com custos em larga escala, o custo se dilui (por habitante), e mesmo que fosse criado um imposto específico pra financiar isso, seria vantajoso. algumas cidades de primeiro mundo (e até umas brasileiras!) já fizeram isso, com sucesso.
só quem ia reclamar são as empresas de telecomunicações, que estão perdendo pro voip e perderiam inevitavelmente pra ‘internet banda larga, sem fio, “grátis”‘. :)
Sim, sei que o inglês na India é oficial, até porque foi colônia britânica por muito tempo, só obteve a independência após o movimento de Gandhi que acabou gerando duas nações, a India e o Paquistão.
Contudo temos outros exemplos onde o ensino de um outro idioma, no caso, o ingles mesmo, deu um salto de qualidade não só no ensino, mas também na mão de obra qualificada, na indústria e, principalmente, na pesquisa universitária.
Eu mesmo, sou bisneto de índios, sou um típico brasileiro da terra, mistura de europeus com nativos das nações indígenas, e com muito orgulho.
Contudo não podemos tapar o sol com a peneira, muito embora seja importante conhecer nossas raízes e nossa historia, não podemos ficar amarrados a ela, sob pena de uma “provincialização” em um mundo em franca globalização.
Tenho amigos morando no Japão a um bom tempo, um dos filhos deles foi para lá com penas 4 anos e hoje, aos 10, já fala um inglês muito bom, muito melhor que o meu, que só tive acesso na escola publica, então até consigo ler e escrever poucas linhas, mas se eu pensar em traduzir meu texto acima para aquele idioma teria uma certa dificuldade. Lá o idioma é ensinado nas escolas, normalmente e meus amigos ainda não acharam que forçam as crianças, mas não sou especialista, então melhor não opinar se pode ser problemático ou não.
Uma coisa é certa, abrindo os classificados cada vez mais estão pedindo o idioma para os mais variados cargos, alguns até mesmo simples, como atendente de telemarketing, inclusive uma multinacional tem varias vagas disponíveis, a função seria atender clientes do mundo todo, então o inglês é indispensável, assim eles não conseguem suprir as vagas, mesmo com salários superiores a R$2000,00 + benefícios.
Novamente temos aqui a India, lá, devido a ter o idioma fluente, já é o paraíso do telemarketing, até pedidos de lanches são enviados antes para uma central naquele país e depois direcionado a filial mais próxima da lanchonete. Sem contar novamente a industria de informática (que está se fortalecendo lá), softhouses e outras empresas que lá estão se instalando e melhorando sim a qualidade de vida naquele país.
Mas tudo isso fica para uma post futuro, inclusive o “Um Laptop por Criança”, este deve ficar para próximo as eleições ou então vai para alguma gaveta no planalto, pelo menos aqui no Brasil.